Historia da dupla MCs Junior e Leonardo


                                                                 MCs Junior e Leonardo
                     
Nascidos e criados na favela da Rocinha, Junior e Leonardo são parte da história do maior movimento cultural de massas no Brasil hoje: o funk carioca. Na estrada desde os anos 1990, os irmãos MCs gravaram o primeiro disco inteiramente dedicado a uma dupla de funkeiros e o primeiro clipe de funk nacional. Seu maior sucesso, o Rap das Armas, é o mais polêmico da história do funk e continua a produzir debates, especialmente depois de ter sido incluído na trilha sonora do não menos polêmico filme Tropa de Elite (2007).
A dupla de MCs surgiu dos concursos de rap que eram realizados pelas equipes de som nos bailes nas favelas do Rio de Janeiro nos anos 1990. Portanto, suas músicas expressam a voz da juventude das favelas e periferias, seus anseios, suas dores e sonhos.
Embora o funk seja o estilo musical que identifica o trabalho de Junior e Leonardo, suas influências misturam outros sons e ritmos. Filhos do forrozeiro Chico Mota, que tocou com Jackson do Pandeiro, os MCs carregam a tradição do forró pé-de-serra, bem como do coco e outros ritmos populares. Além disso, são compositores da escola de samba Acadêmicos da Rocinha, numa mistura samba-funk contemporânea e representativa da cultura popular brasileira.
Mais recentemente, MC Leonardo passou a integrar o corpo de colaboradores da Revista Caros Amigos, com uma coluna que busca apresentar a realidade da vida na favela e sua relação com a sociedade mais ampla.
Apesar do mercado do funk hoje ser dominado por temas pornográficos e estabelecer uma autocensura com relação a letras mais elaboradas e críticas, Junior e Leonardo continuam a fazer a poesia da favela, sem se renderem aos apelos mercadológicos e nem à sedução da apologia ao crime. Desse modo, fazem do funk um importante instrumento de comunicação popular, voltado para fazer pensar e transformar a realidade em que vivemos.
Os MCs também vêm liderando um movimento pela aprovação de uma lei federal que defina o funk como movimento cultural popular e que contribua para que esses artistas sejam reconhecidos e protegidos contra qualquer tipo de discriminação, bem como do desrespeito aos seus direitos como profissionais. Junior e Leonardo acreditam que com a proteção do Estado e com a organização dos funkeiros será possível garantir o respeito à diversidade da produção musical funkeira e fazer do funk uma alternativa de lazer consciente, trabalho prazeiroso e perspectiva de vida para a juventude de favelas e periferias. 
 Créditos - Texto: Adriana Facina/Foto: Claudia Duarcha

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